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Dor de cabeça e DTM: quando pode haver relação

Algumas dores de cabeça podem estar relacionadas à DTM, mas dor de cabeça tem muitas causas. Entenda quando vale investigar a mandíbula e por que o diagnóstico precisa ser cuidadoso.

Autoria: Prof. Dr. João Marcos Mattos
Revisão científica: Prof. Dr. João Marcos Mattos · 26/09/2026

Quem convive com dor de cabeça frequente costuma procurar uma explicação. Em algumas pessoas, parte dessa dor tem relação com a região da mandíbula e com os músculos da mastigação. Em muitas outras, a origem está em outro lugar. A investigação serve para diferenciar essas situações.

Como a DTM pode se relacionar com a dor de cabeça

Os músculos da mastigação, como o temporal e o masseter, ocupam a lateral da cabeça e da face. Quando estão envolvidos em uma DTM, a dor pode ser percebida nas têmporas.

As classificações internacionais descrevem uma "cefaleia atribuída à DTM". Ela é reconhecida quando a dor de cabeça se relaciona com a função mandibular e com achados da avaliação.

Coexistir não é o mesmo que causar

DTM e cefaleias primárias, como a enxaqueca e a cefaleia do tipo tensional, podem acontecer na mesma pessoa. A presença de uma não prova que ela cause a outra. Por isso a DTM não deve ser tratada como explicação universal para a dor de cabeça.

Sinais que sugerem investigar a região da mandíbula

  • Dor nas têmporas que piora ao mastigar ou abrir a boca.
  • Dor ou cansaço nos músculos da face.
  • Estalos com dor, travamento ou limitação de movimento.
  • Dor perto do ouvido, sem problema otológico identificado.

Quando procurar um médico primeiro

Dor de cabeça intensa e súbita, diferente do habitual, ou acompanhada de alterações neurológicas precisa de avaliação médica imediata.

Como é a avaliação

A avaliação reúne a história da dor, o exame dos músculos e da articulação e a análise dos movimentos da mandíbula.

Quando o quadro sugere outra origem, o paciente é orientado e encaminhado ao profissional adequado. O cuidado pode ser compartilhado com o médico.

Limites deste texto

Conteúdo educativo. Não permite diagnosticar o seu caso.

Referências

  1. Headache Classification Committee of the International Headache Society. The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition (ICHD-3). Cephalalgia, 2018;38(1):1-211. doi:10.1177/0333102417738202
  2. Schiffman E. et al. DC/TMD. J Oral Facial Pain Headache, 2014;28(1):6-27. doi:10.11607/jop.1151
  3. International Classification of Orofacial Pain, 1st edition (ICOP). Cephalalgia, 2020;40(2):129-221. doi:10.1177/0333102419893823
Prof. Dr. João Marcos Mattos.
Prof. Dr. João Marcos MattosCirurgião-dentista com especialização em DTM e Dor Orofacial (ABO-MG) e mais de 25 anos de experiência clínica em DTM. Sócio-fundador da InDOR, em Varginha/MG. CRO-MG 24411.Trajetória →